
O Município de Guaratinguetá enfrenta, mais uma vez, questionamentos relevantes quanto à eficiência dos fluxos de atendimento na rede pública de saúde, especialmente no que se refere à realização de exames laboratoriais, liberação de resultados e agendamento de consultas de retorno nas Unidades de Estratégia de Saúde da Família (UESFs).
Diante de relatos recorrentes de atrasos e dificuldades enfrentadas por pacientes, em especial na UESF Jardim do Vale, esta pauta é apresentada como sugestão de apuração, fiscalização e cobrança pública por parte dos senhores Vereadores junto à Secretaria Municipal de Saúde, com extensão às demais unidades do município.
*Clique “AQUI e passe a nos seguir no Instagram do Jornal de Guará e seja mais informado através de vídeos e imagens. >>A Informação a um Click de Você!<<
Pontos que demandam esclarecimentos e providências
1. Contrato de análises laboratoriais
Solicita-se esclarecimento sobre o contrato firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Maternidade Frei Galvão para a realização de exames laboratoriais das UESFs e UBSs.
O contrato prevê prazos máximos para:
• Análise dos exames;
• Conclusão dos resultados;
• Liberação técnica por biomédico;
• Disponibilização final ao paciente?
2. Prazo informado x realidade enfrentada
As UESFs informam prazo médio de 15 dias para liberação dos exames laboratoriais. Entretanto, há relatos frequentes de atrasos além desse prazo, atribuídos ao laboratório responsável.
Qual o motivo desses atrasos e quais medidas estão sendo adotadas para corrigi-los?
3. Demora em exames básicos
Causa estranheza a demora na liberação de exames considerados simples, essenciais e rotineiros, como Hemograma Completo e Urina Tipo 1.
Por que exames dessa natureza levam até 15 dias — ou mais — para conclusão, somando-se ainda à demora para o agendamento do retorno médico?
4. Acesso digital aos resultados
Existe a possibilidade de o Município implantar um sistema digital — via aplicativo ou site oficial — que permita aos munícipes acessarem seus resultados de exames laboratoriais e laudos de exames por imagem, garantindo transparência, agilidade e redução de filas?
5. Fluxo de retorno médico
Qual a dificuldade ou impedimento para a criação de um fluxo simplificado de agendamento de consultas de retorno, especialmente nos casos em que o médico solicitou apenas exames laboratoriais, sem necessidade de outros procedimentos?
6. Mutirões e ampliação de horários
Há previsão concreta para o início de mutirões de consultas com especialistas, exames laboratoriais e exames por imagem?
Existe planejamento para a extensão do horário de funcionamento de algumas UBSs até às 22h, como forma de atender trabalhadores e reduzir a demanda reprimida?
7. Implantação da Teleconsulta
Por que ainda não foi priorizada a teleconsulta, especialmente para pacientes que:
• Estão com exames prontos há meses;
• Possuem doenças autoimunes;
• Precisam renovar Procedimentos de Alta Complexidade (PACs);
• Necessitam de renovação de receitas de medicamentos de alto custo ou controlados?
Conclusão: A saúde pública exige gestão eficiente, transparência e inovação. A modernização dos fluxos, o uso da tecnologia e a fiscalização ativa dos contratos são medidas urgentes para garantir dignidade, agilidade e respeito aos munícipes de Guaratinguetá.
Este texto propõe não apenas questionamentos, mas caminhos concretos para melhorias, esperando que o Poder Legislativo e o Executivo Municipal se manifestem de forma pública, objetiva e responsável diante da população.



































