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Paciente de 32 anos denuncia cesariana sem consentimento, morte de recém-nascido e retirada do útero no Hospital Frei Galvão

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Uma grave denúncia envolvendo suposta violação de direitos médicos e humanos veio à tona a partir de um atendimento ocorrido no Hospital Frei Galvão, no dia 18 de dezembro. Segundo o relato da paciente, uma mulher de 32 anos, ela deu entrada na maternidade da unidade hospitalar com descolamento de placenta, estando grávida de 26 semanas.

Ainda conforme o depoimento, foi realizado um primeiro procedimento médico, incluindo exame de ultrassonografia, que confirmou o descolamento. Na ocasião, a paciente afirma que o médico responsável informou que havia possibilidade de manter a gestação e tentar preservar a vida do bebê.

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No dia seguinte, de acordo com o relato, uma equipe médica compareceu ao quarto nas primeiras horas da manhã informando que a paciente seria encaminhada para a realização de uma cesariana. A mulher afirma que se recusou ao procedimento, manifestando claramente o desejo de tentar manter a gestação. No entanto, segundo ela, a médica teria afirmado que a paciente “não tinha escolha” e, mesmo sem seu consentimento, a conduziu para o centro cirúrgico.

A paciente relata que estava sozinha no momento, pois o marido encontrava-se trabalhando. Ela afirma ainda que foi submetida à cirurgia contra sua vontade, o que, segundo o próprio relato, configuraria uma intervenção sem autorização.

Segundo a paciente, há a suspeita de que a cesariana tenha sido realizada por uma médica estagiária, com o auxílio de outra profissional, informação que, até o momento, não foi oficialmente confirmada pela instituição.

Após o procedimento, o bebê nasceu com vida e foi entubado, permanecendo sob cuidados intensivos por dois dias. No entanto, o recém-nascido acabou evoluindo para óbito, conforme relatado pela mãe.

A mulher afirma que, após o parto, foi medicada de forma intensa, permanecendo desacordada. Ao despertar, percebeu que havia sido submetida à retirada do útero, sem que tivesse recebido explicações prévias adequadas, sendo apresentada apenas a diversos documentos para assinatura.

Segundo o relato, nenhum médico teria comunicado formalmente o marido ou a mãe da paciente sobre a retirada do útero ou sobre o estado clínico do bebê. Ela afirma que recebeu alta hospitalar apenas com uma receita de medicamentos, sem orientações claras ou esclarecimentos detalhados sobre os procedimentos realizados.

A reportagem informa que entrou em contato com a Direção do Hospital Maternidade Frei Galvão, que solicitou o nome completo da paciente para que, na próxima segunda-feira, possa analisar e entender detalhadamente o caso relatado.

A redação esclarece ainda que está à disposição para publicar a Nota Oficial da unidade hospitalar a qualquer momento, garantindo o direito de resposta e o contraditório.

Até o momento, a paciente afirma que não sabe exatamente o que foi realizado durante a cirurgia, levantando questionamentos sobre consentimento informado, comunicação com familiares e possíveis falhas no atendimento médico. O caso pode configurar indícios de violência obstétrica, prática repudiada por legislações, conselhos de saúde e entidades de defesa dos direitos das mulheres.

O caso deverá ser apurado pelos órgãos competentes.

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