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Déficit milionário em Barretos reacende alerta sobre gestão do Hospital de Amor em unidades de Guaratinguetá

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Fonte: Jornal de Barretos

A situação financeira da Santa Casa de Barretos, gerida pelo Hospital de Amor, voltou a acender um sinal de alerta que ultrapassa os limites do município paulista e chega até Guaratinguetá, onde a instituição também é responsável pela administração da UPA e do Hospital Frei Galvão.

No início deste mês de março, durante coletiva de imprensa realizada no dia 3, a diretoria da Santa Casa apresentou o balancete financeiro da instituição, revelando um cenário considerado preocupante e de forte pressão nas contas.

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De acordo com os dados divulgados, em 2025 o déficit mensal ultrapassou R$ 3 milhões, resultando em um prejuízo anual superior a R$ 45 milhões. A situação se agravou ainda mais nos últimos meses, com o déficit chegando a aproximadamente R$ 4,7 milhões mensais, o que pode gerar um impacto anual próximo de R$ 60 milhões.

A dívida total também chama atenção, ultrapassando R$ 131 milhões.

O gestor Henrique Prata, mesmo gestor das unidades de Guaratinguetá também comentou as tentativas de solução para a crise. Segundo ele, houve um acordo com o governo estadual para a estadualização da Santa Casa, que poderia gerar um superávit de até R$ 7 milhões. No entanto, a proposta não avançou.

Henrique Prata destacou ainda que, nos últimos 10 anos, foram viabilizados cerca de R$ 138 milhões em emendas parlamentares como tentativa de amenizar o déficit, mas sem sucesso. A pergunta que não quer calar e permanece no ar, para onde foi destinada essa verba dos cofres públicos?

Diante desse cenário, a situação reacende preocupações em Guaratinguetá, onde o mesmo grupo está à frente da gestão de unidades estratégicas da saúde pública. A UPA, porta de entrada para atendimentos de urgência, e o Hospital Frei Galvão, referência no município, passam a ser observados com ainda mais atenção pela população.

O questionamento que surge é inevitável, se uma estrutura enfrenta dificuldades financeiras expressivas, como garantir estabilidade, eficiência e qualidade na gestão de outras unidades essenciais?

Deixamos o espaço em aberto para quaisquer declarações do Hospital do Amor.

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